segunda-feira, 30 de agosto de 2010

E continua a dança...

Governar é gerir...
Os que criticavam Salazar por pretender que a circulação rodoviária só melhoraria se os países se entendessem de forma a limitar o número de veículos em circulação vem agora propor a retirada de medicamentos do MERCADO, como forma de reduzir os gastos com a SAÚDE. Se fossem aqueles aquelas dezenas de cópias que as Multinacionais impuseram que fossem colocadas em circulação pelas nossas farmácias, seria natural, pois nunca deviam ter admitido tal abuso de despesismo, mas não. Foram apenas por obscuros  métodos economicistas, retirar medicamentos que não dão lucro às Farmácias e à Indústria Farmacêutica.


E os doentes que beneficiavam, nem que fosse por efeito placebo, da acção desse medicamento, ficam deste modo, como já sucedeu há anos, uma vez mais privados desse tratamento.


A ideia de Saúde para todos vê-se aqui a braços com um ato discriminatório que compromete o ideal socialista defendido na constituição.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma pausa para reflectir

UMA PAUSA PARA REFLECTIR



No meio de tão grande confusão que se levantou no Serviço Nacional de Saúde, temos mesmo que parar para reflectir.

O encerramento de Maternidades, de Urgências Infantis, de Atendimentos Permanentes, dá-nos a ideia que o Céu desabou sobre a saúde dos portugueses.

Vamos reflectir um pouco sobre o motivo que levou os nossos governantes a terem que tomar medidas tão drásticas:

A ideia muito socialista de uma saúde tendencialmente gratuita era uma medida que poderíamos considerar no mínimo utópica. A saúde pode não ter preço, mas diz a sabedoria popular: ”vão-se os anéis... fiquem os dedos”. O lucro da saúde deve ver-se na rápida melhoria dos doentes que faça diminuir o absentismo e melhorar o ritmo de trabalho; na prevenção da doença e dos acidentes de trabalho ou viação ou outros que provoquem incapacidade.

Não se pode olhar a Saúde como um empreendimento rentável, não se devia poder dar alta a um doente porque está a dar prejuízo ao Hospital...

Mas infelizmente as despesas atingiram um valor de tal modo elevado que obrigaram o Estado a tomar medidas impopulares mas necessárias, nos locais onde o número de utentes não justificava a sua existência.

Metendo a mão na consciência, a maioria de nós tem muita culpa do descalabro a que a Saúde chegou.

Foi-nos dada a facilidade de recorrer a serviços quase gratuitos e as pessoas acorreram em massa aos Centros de Saúde até por motivos fúteis que muitas vezes nada tinham a ver com a saúde. É quase como uma corrida aos saldos em que as pessoas compram por 1€ coisas de 3€ que não lhes faz falta nenhuma.

Ter direito à saúde não significa ter que ir a correr ao médico; saúde é mais do que ausência de doença. Saúde é bem-estar físico, psíquico e social e não depende apenas do médico e dos centros de saúde. Depende também da educação, do civismo, da sociedade e de inúmeros factores que nos vão surgindo na vida diária. A saúde depende sobretudo de cada um de nós e da forma como nos comportamos. Uma vida tranquila, sem excessos, não é obrigatoriamente um aborrecimento. Podemos comer, trabalhar, divertirmo-nos, fazer exercício físico com moderação e obter assim uma boa saúde.

Uma boa educação para a prevenção dos acidentes de trabalho, ensinando as formas de nos proteger e proteger os outros tem sido muito descurada, senão inexistente nas nossas escolas, preocupadas em encher a cabeça das crianças com matéria teórica que acaba muitas vezes por não servir para nada. Formam-se Drs. mas esquecem-se os artífices e o resultado é que os Drs. acabam por ter que aceitar empregos para os quais não estão minimamente preparados. Também a educação para condução auto deve ser incentivada logo nos primeiros anos de escolaridade e, pena é que o Civismo não possa ensinar-se também nos bancos da escola; embora o exemplo dos educadores tenha uma grande importância, é em casa com a actuação dos pais e encarregados de educação que a criança vai desenvolvendo a noção do civismo e agindo em conformidade, respeitando-se a si próprio e aos outros.

O nosso total bem-estar depende da consciência que temos de nós próprios como seres completos em espírito, mente e corpo. Podemos aumentar essa consciência usando afirmações que reforçam Vida:

Sou um ser sadio e completo em espírito, mente e corpo.

Todos os dias repito esta afirmação, proclamando que a minha saúde e plenitude têm origem na minha essência genuína, alojada no fundo do meu coração. Abro-me à Vida curadora que brota da Fonte de Luz que é o meu Eu Superior, e sinto-a a irradiar-se a todas as células do meu corpo.

Todas as manhãs e todas as noites eu dou graças pelo dia maravilhoso, (cheio de Amor, Paz, Saúde, Alegria, Humildade, Prosperidade e Sabedoria) que vai ser e pelo maravilhoso dia que acabou.

Agindo deste modo, sinto-me mais feliz e saudável e o dia corre-me melhor.

Peniche, 20 de Junho de 2006

João Barros de Bettencourt



Completo este artigo com um soneto, que o sentimento me fez brotar com uma quadra a mais...



CAMINHO DA LUZ



Uma luz de amor entra em mim

E o meu coração se inflama e aquece

O que vejo do Mundo não é assim

Tão mau como parece.



O Mundo é uma maravilha

Escondida sob um véu de maldade

Também por trás das núvens o Sol brilha

No meio da Tempestade.



Nossos olhos tão ceguinhos...

Olhos da mente, ilusão!

Visão limpa, clara, sem espinhos

Se olharmos com o coração.



Vida alegre, saudável e boa

Só com amor se consegue,

Que o coração tudo perdoa,



Não há lança que o cegue

Não há noite que o corroa

Se na Estrada da Luz ele segue!



Côja, 06/06/09

João Barros de Bettencourt